[Martha Medeiros]
'Diante desta profusão de descobertas, acho mais seguro não mudar de hábitos'




-só mais uma história



e só bastava olhar pro lado, perceber que o destino
sempre faz a coisa certa acontecer no tempo certo.



-ali eu paralisei, voltei a enxergar minha vida num
estalo, de repente não havia mais nada ao redor, e eu
fui perdendo os sentidos, precisei de eternos segundos
pra conseguir voltar a realidade, e entender porque ele
me fez tão bem em um olhar.


E enquanto todos pensaram que eu decididamente iria
abraçá-lo e desejar tê-lo de vez comigo, eu apenas
fugi.



Precisei fugir rápido, não havia outra maneira de
continuar existindo, seria muito difícil assistir uma
outra despedida e ver tudo se despedaçar na minha
frente como já havia sido em outros tempos.


Implorei para que fosse só mais uma ilusão, a mais
terrível de todas as que eu já tivera, sem dúvida.



Quis me esconder, sim eu sou patéticamente medrosa, mas
ainda sim tive uma breve sensação de que tinha sido um
pesadelo, e que logo eu já iria acordar.


Por mais que me doesse o vazio, eu não me perdoaria por
permitir um novo alguém que me arrancasse suspiros
ridículos novamente.



Mas logo veio o incontrolável desejo de ir adiante, eu
saberia o quanto me machucaria se continuasse, mas eu
também já me conhecia o suficiente e sabia que agora já
era tarde demais pra esquecer.


Talvez fosse pior se eu não arriscasse, não queria
passar o resto dos meus dias imaginando, e o medo de me
entregar logo sumiria, pelo menos era nisso que eu
acreditava.



Assumi todos os riscos, fui adiante como uma
inconsequente descontrolada, o que eu sabia que num era
uma total mentira.



E ele foi definitivamente o garoto mais especial e mais
complicado que eu poderia ter conhecido, qualidades bem
clichê para um quase príncipe, mas não me importava com
os defeitos, afinal de contas eu nunca fora uma garota
muito convencional.



Importante mesmo foi tudo que senti, por muito tempo eu
pensei ter perdido a capacidade de ter sentimentos.


Até voltar a sofrer num foi tão assustador como eu
pensei que pudesse ser, afinal de contas agora eu podia
me sentir viva e isso já era o suficiente pra mim.



Nós não precisávamos de fim, mas aconteceu.


O final é assim meio relâmpago como o começo, com o fim
num vale perder parágrafos, pq a gente nunca sabe
quando uma história termina mesmo.



Agora eu só espero outro olhar que me faça perder
novamente os sentidos, um outro alguém que saiba o
quanto vale se sentir vivo.




na vitrolinha: Ira! - Mariana foi pro mar.

1 comentários:

Guilherme disse...

altos texto
vc é uma grande leitora
muito legal esse texto
parabens
beijos

Assisti, e recomendo!

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